sábado, 12 de Janeiro de 2013

As Cinquenta Sombras Mais Negras - E. L. James

"Perseguida pelos negros segredos que atormentam Christian Grey, Anastasia Steele separa-se dele, e começa uma carreira numa prestigiada editora de Seattle.
Mas por mais que tente, Anastasia não o consegue esquecer - ele continua a dominar-lhe todos os pensamentos. E quando Christian lhe propõe reatarem a relação com um novo e diferente acordo, ela não consegue resistir. Aos poucos, uma a uma, começam a revelar-se as Cinquenta Sombras que torturam o seu autoritário e dominador amante.
Enquanto Grey se debate com os seus demónios, e revela a Anastasia um lado inesperadamente romântico, ela vê-se obrigada a tomar a mais importante decisão da sua vida.
Uma escolha que só ela pode fazer…"

As Cinquenta Sombras Mais Negras, o segundo volume da saga Cinquenta Sombras.

O segundo volume é bem mais romântico, sem a pressão da relação submissa-dominador, nomeadamente para Anastacia. Se no primeiro volume, temos uma relação algo fria que consiste na definição de limites e em testes de persistência física, neste volume temos o estabelecer de algo mais profundo, é o pedido de casamento. Os limites impõem-se de forma gradual e natural, e nos dois sentidos. Para Christian também este tipo de relação é uma novidade, por isso a probabilidade de falhar é alta para os dois. O que eu quero dizer é que pela primeira vez os dois estão em igualdade e a aprendizagem é conjunta e mútua.

James foi inteligente em integrar uma Leila, um Jack e uma Srª Robinson, ou o livro poderia ser apenas mais um romance. Bem, continua a sê-lo, mas creio que estas personagens são o símbolo dos riscos que cada um corre ao entrar para uma relação "baunilha". E juro que só de ler sobre a Srª Robinson e o que Chritian acha dela, me sinto... frustrada. É impossível... Eu ponho-me no lugar de Anastacia e sinto-me enraivecida, esgotada, e com vontade de lhe bater para ver se acorda. Ponho-me no lugar de Christian e simplesmente... não percebo.

Ao ler o livro, sinto-me mais calma com este final. A própria simplicidade da baunilha não deixa a ansiedade a apertar-me o peito como aconteceu com o volume anterior. Se a história acabasse agora seria um bom final. Não fica muito por dizer, mas ainda assim, o pouco que falta é talvez o mais importante, e por isso, parto para o terceiro volume de alma aberta.

Sem comentários:

Ocorreu um erro neste dispositivo
Related Posts with Thumbnails